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Treine sua motivação – dica 7: Dieta x Festas: Dome seu cérebro

O “final do ano” é uma época particularmente perigosa? Não digo para a dieta somente, mas pensando no psíquico. Tudo está relacionado a situações de risco social iminente pela ruptura da rotina, da organização do tempo e pela variação caótica de encontros, desejados e indesejados que pode desencadear, e fica difícil lidar com dieta e treinos nessa época.

É essa a hora de colocar todas as dicas que trabalhamos aqui durante o ano, tanto de motivação, quanto o de foco, indicaria uma releitura dos meus posts. Mas, vamos aprofundar no assunto…

O final de ano marca um ponto de passagem. Aliás, também o início desse novo ciclo parece representar mais um estado de ânimo que uma data precisa no calendário. Refazemos promessas e prometemos dietas e metas, isso é bom!

Nessa época convivem dois sentimentos opostos: de que algo já se faz presente, mas ainda não vigora plenamente, como se não houvesse chegado sua hora. Por isso tememos esse período – e também o esperamos ardentemente. Seu retorno insidioso, ano após ano, traz à luz as mais fortes experiências infantis.

As lembranças de tantos desejos se apossam de nós combinando a saudade e a fantasmagoria do passado. Até nosso cérebro já se adaptou ao estresse, e a perda progressiva da experiência tornou-se a tal ponto um problema que muitas vezes recorremos aos discursos pré-fabricados nas reuniões e festas de Natal.

Vivemos – sem de fato viver – a aventura transgressiva do outro e ao mesmo tempo temos a sensação ilusória de que participamos de uma situação coletiva. Falsa coesão demonstrada pelo fato de que aquele que deixa o grupo será objeto imediato e preferencial de tal prática. Os ritos se impõem a seus praticantes, parecendo adquirir vida própria – com cartões escritos em grande escala, felicitações por atacado, presentes distribuídos como se atendessem à demanda de uma linha de montagem, práticas filantrópicas executadas milimetricamente, segundo as últimas técnicas de gerenciamento de tempo e de recursos humanos.

O objetivo é chegar vivo até o início do próximo ano – mas sem viver a experiência. E sua dieta, se você estiver em uma deve acompanhar um ritmo sem neuras, até por que você já estará esgotado mentalmente, deixe as coisas fluírem leve. A primeira regra de um possível “manual de sobrevivência neuropsíquica de fim de ano”, portanto, deveria contribuir para tornar crítica à consciência de nossa própria loucura − uma experiência trágica ou cômica, não importa desde que seja digna de ser narrada.

A primeira orientação, portanto, é: passar da vivência à experiência. Logo, a regra de ouro para essas épocas, não convém fazer desejos caberem em metas.

A festa, o fim do ano (mas também, em menor escala, o fim de semana e o fim do dia) são exemplos, mais ou menos coletivos, desses “pontos de suspensão”: de refeições do dia do lixo, dos prazeres permitidos. Se não quiser perder sua motivação: permita-se. Ou seja, não levar demasiadamente a sério sua própria loucura. Guardá-la com carinho é suficiente.

Vamos ser felizes em 2015, redefinindo seus limites, e suas metas.

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