O que você sabe sobre adoçantes?

Hoje em dia, com a crescente preocupação com a estética e hábitos alimentares mais saudáveis, encontramos inúmeras variedades de produtos intitulados como “FIT”. Isso quer dizer que o produto não prejudicará sua dieta pois contém em sua composição algum tipo de proteína, alimentos com propriedades funcionais e são isentos de açúcar. É nessa última parte que mora o perigo! O doce “fit” costuma levar adoçantes em sua composição.

Os adoçantes dietéticos são compostos a partir de substâncias não calóricas, naturais ou sintéticas, conhecidas como edulcorantes e são classificados em dois grupos principais: os calóricos e os não calóricos.

Edulcorantes não calóricos: Ciclamato, Sacarina, Acesulfame-k , Stévia, Sucralose, Aspartame.
Edulcorantes calóricos: sorbitol, manitol, xilitol, lactose, frutose, maltodextrina.

A ANVISA (Agência nacional de vigilância sanitária) autoriza o uso desses adoçantes em alimentos pois todos estão regulamentos. Também relata que o consumo de alimentos com edulcorante não são prejudiciais à saúde desde que seja consumido de acordo com a IDA.

IDA (Ingestão Diária Aceitável): Estimativa da quantidade da substância no alimento ou bebida, expressa em base de peso corpóreo, que pode ser ingerida diariamente por toda vida sem risco apreciável; é estabelecida em unidades de miligrama por kg de peso corpóreo (mg/Kg p.c.).

Dentre os aditivos edulcorantes mais conhecidos estão o aspartame, a sacarina e o ciclamato, comumente utilizados em refrigerantes diet e a sucralose, presentes em doces, balas, chicletes, suplementos, etc.

Vamos conhecer um pouquinho mais sobre eles?

Sacarina – tem poder adoçante 500 vezes maior do que a sacarose. Em altas concentrações deixa sabor residual amargo, e não é metabolizado pelo organismo. É de fácil solubilidade e estável em altas temperaturas. IDA correspondente a 5 mg/kg de peso corpóreo.
A sacarina é uma substância artificial derivada do petróleo que contém íons de sódio (Na+) na composição. Hipertensos não deveriam utilizar esse produto.

Ciclamato – é largamente usado no setor alimentício. Com o menor poder adoçante, é 40 vezes mais doce que a sacarose, não calórico e possui sabor agradável e semelhante ao açúcar refinado (apresentando um leve gosto residual). Não é metabolizado pelo organismo, nem perde a doçura quando submetido à altas/baixas temperaturas e meios ácidos. IDA correspondente a 11 mg/kg de peso corpóreo. O ciclamato é proibido nos Estados Unidos, Inglaterra e Japão. Atualmente, existem no Brasil diversos adoçantes de mesa à base de ciclamato e sacarina, sendo que os mais vendidos possuem a proporção de duas partes de ciclamato para uma de sacarina.

Aspartame – Possui sabor semelhante ao açúcar branco, só que com potencial adoçante 200 vezes maior. Instável em altas temperaturas. São contraindicado a portadores de fenilcetonúria, uma doença genética rara que provoca o acúmulo da fenilalanina no organismo, causando retardo mental. IDA correspondente a 40 mg/kg de peso corpóreo.

Acesulfame-k – é o adoçante sintético de maior resistência ao armazenamento prolongado e a diferentes temperaturas. Adoça 200 vezes mais que a sacarose, seu gosto doce é percebido de imediato e em grandes doses deixa um leve sabor residual amargo. Não é calórico e nem metabolizado pelo organismo. Embora seja rapidamente absorvida, 99 % da substância é eliminada em 24 horas pela urina, de forma inalterada. IDA correspondente a 15 mg/kg de peso corpóreo.

Sucralose – seu poder adoçante é 600 vezes maior do que a sacarose. Possui sabor agradável e não é metabolizada pelo organismo, sendo eliminada por completo pela urina. Estável a temperaturas altas e baixas e em longos períodos de armazenamento. IDA correspondente a 15 mg/kg de peso corpóreo. Sucralose é um derivado clorado de sacarose. Pelo fato de ter cloro (Cl-) em sua composição, diminui a absorção de iodo pela tireóide.
Os adoçantes artificiais, principalmente o aspartame, vem sendo estudados há muitos anos. Algumas substâncias tóxicas na alimentação podem provocar sintomas rapidamente, como alergias, mas, no geral, seus efeitos são acumulativos.

Quimicamente, o aspartame é uma molécula composta por dois aminoácidos (L-fenilalanina e L-aspártico), ligados por um éster de metila (metanol). Há estudos que enquadra o aspartame como uma neurotoxina e também como carcinogênico.

O consumo de aspartame está relacionado com: dores de cabeça, vertigem, dormência, espasmos musculares, ganho de peso, erupções cutâneas, depressão, fadiga, irritabilidade, taquicardia, insônia, problemas visuais, perda auditiva, palpitação cardíaca, dificuldades respiratórias, ataques de ansiedade, lesões hepáticas, comportamento agressivo, entre outras. São mais de 90 sintomas relacionados ao seu consumo.

Além disso, doenças crônicas como esclerose, epilepsia, Parkinson, Alzheimer entre outras podem ser pioradas pelo consumo de aspartame.

Mas nem tudo está perdido! Existem substâncias que não são prejudiciais (por enquanto) pra nossa saúde. Como opção de edulcorante não calórico temos a Stévia e, saindo da questão edulcorante, o queridinho da vez é o açúcar de coco. Semana que vem falo mais sobre ele e vou ensinar pra vocês uma receita açúcar funcional. Aguardem!

Lia Raquel Manfredi – Nutricionista – CRN3 33030

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