28 • fevereiro • 2012

O cinema por ele mesmo

Os dois filmes com maior quantidade de indicações ao Oscar desse ano, são também os dois mais premiados, cada um levou cinco estatuetas. Não por acaso, os dois também usaram do cinema para falar sobre o próprio – o cinema! -, optando por focar em histórias de personagens que teriam a sua carreira alterada pela realidade vivida.

Estou obviamente falando de “A invenção de Hugo Cabret” e “O artista”, sendo este último o grande premiado da noite por ter levado prêmios em categorias como melhor ator (para Jean Dujardin), melhor diretor (Michel Hazanivicous) e, lógico, o mais esperado da noite, melhor filme.

Enquanto “Hugo Cabret” utiliza de todos os recursos modernos para contar a sua história, sendo um filme com cores belíssimas e em 3D, “O artista” opta por retornar a simplicidade do cinema antigo e fazer um filme mudo e em preto e branco, mostrando toda a arte envolvida nesse tipo de produção.

Independente dos recursos utilizados (porque optar por fazer um filme como “O artista” nos dias de hoje é, em minha opinião, um recurso, embora no passado talvez fosse justamente “a falta de”), os dois filmes mostram como a sétima arte – seja pelo caminho da fantasia ou da nostalgia – é capaz de nos fazer sonhar.





Marina Iris - Todos os Direitos Reservados - Copyright © 2018