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Coisas de mulherzinha: ATIVIDADE FÍSICA TAMBÉM É!

“O preconceito em relação à participação da mulher em atividades esportivas remonta à Grécia Antiga, quando ela era proibida até mesmo de assistir aos Jogos Olímpicos. Durante muito tempo ela foi poupada da prática de esportes pela crença de que o exercício poderia ser prejudicial à sua saúde.” (Leitão et al, Posicionamento Oficial da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte: Atividade Física e Saúde na Mulher)

Aos pouquinhos as mulheres tiveram sua entrada permitida nos centros olímpicos, desde que os exercícios fossem leves e sem “riscos”, pois ainda era considerado um grupo frágil que não conseguiria resistir a grandes esforços. Só em 1972 as mulheres foram aceitas em competições oficiais de maratona ou de longas durações.


Na área de pesquisa médica, não foi diferente. Até pouco tempo atrás, quase não existiam artigos científicos sobre o assunto, e com isso as pobres mortais sofriam com o medo e a insegurança do que poderiam fazer ou não dentro, até mesmo, de uma academia.

Essa história toda começou a mudar, quando, em 1996, Blair e seus colaboradores publicaram um estudo realizado com 8.900 mulheres, por 10 anos, que demonstrou que o fator de maior peso na mortalidade geral das garotas foi a baixa aptidão física, superando todos os demais principais fatores de risco, inclusive o tabagismo.

Depois deste, outros estudos apoiaram a importância da atividade física, que se mostrou inversamente correlacionada à incidência de infartos agudos do miocárdio e de acidentes vasculares encefálicos. Ou seja, QUANTO MENOS ATIVIDADE FÍSICA SE FAZ, MAIOR A CHANCE DE TER PROBLEMAS.

Existem diferenças enormes entre os sexos quanto à resposta do corpo durante uma atividade física. Mas isso todos nós já sabíamos.

Agora, quais são essas diferenças e o que isso implica no meu treino?

Bem, como base para todas as outras razões, a diferença de tamanho e composição corporal é um fator primordial. Os homens possuem uma massa muscular muito maior, enquanto nós, mulheres, possuímos maior percentual de gordura; o que resulta numa maior dificuldade em regular a temperatura do nosso corpo. Em ambientes quentes, sofremos à beça, e por isso cansamos muito mais que eles dentro de uma academia abafada ou não ventilada.

O volume de cada fibra muscular também é maior nos homens. Dando-lhes maior potência e maior endurance (resistência) muscular. #chateada!

Em exercícios aeróbicos, consumimos menos oxigênio por termos um coraçãozinho mais compacto que nossos companheiros (menor massa e volume ventriculares). Como se já não bastasse, temos níveis de hemoglobina mais baixos, devido à menstruação, dificultando assim o transporte do oxigênio dos pulmões até os lugares que precisam dele (os músculos na hora do exercício, por exemplo).

Em conjunto, estes fatores fazem com que o desempenho desportivo da mulher seja 6 a 15% menor que o dos homens. MUNDO INJUSTO! Mas pelo menos, a nossa capacidade de adaptação ao treinamento é igual. Ufa!

Ainda assim, o desempenho dos amados é, no geral, bem melhor que o nosso. Mas por um curto prazo, queridinhos! Estudos já sugeriram que, no futuro, em corridas de ultra longa duração, as mulheres irão igualar ou até mesmo superar os adversários machinhos! Uhuuul!

De qualquer maneira, as mulheres respondem a estímulos de treinamento de forma muito semelhante aos homens, estando asssim, aptas a praticar esportes competitivos, atividades físicas comuns ou um sobe e desce escadas que seja. Mas sempre devemos respeitar as características particulares do nosso sexo.

Ainda chegaremos no mesmo patamar que nossos colegas, mas até lá, tenha calma! Respeite seu corpo e os sinais que ele lhe dá. Forçar mais do que consegue não traz benefício algum e ainda te fará passar raiva ouvindo os homens dizerem: “tinha que ser mulher né”. (grrrrr…)

Pra evitar todos os males: PRATIQUE ATIVIDADE FÍSICA. SEMPRE!

Mas nunca, nunca, NUNCA queira se comparar à um homem. Ou a qualquer outra pessoa…

Você é única em todos os aspectos, inclusive na hora de suar a camisa!

The author: Aline Gonzaga

Fisioterapeuta, pós-graduada em Ortopedia e Desporte, professora e amante de Pilates. Adoro tudo que envolva o movimento do corpo humano. E como bestfriend da adrenalina sou também adepta do lema: “No pain, no gain”. Mas até que ponto essa dor gera ganhos? Quando o exercício vira vilão? E é pra que você entenda isso direitinho que vou falar sobre a execução correta e séries de exercícios para cada parte do corpo, que podem ser realizados até mesmo por quem não tem dinheiro ou tempo para academias; e sobre prevenção de lesões relacionadas à atividade física. Preparados?

1 Comment

  • Adorei!
    Interessante ver a evolução e saber que hoje podemos, sim, nos exercitar e colher os bons frutos de uma atividade física!
    Pena que tenhamos algumas dificuldades em relação aos homens, mas é assim mesmo, também temos coisas maravilhosas que eles não tem, hehehe

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