15 • abril • 2015

Cérebro e Persistência

Retroceder: sim. Desistir: jamais! As estatísticas mostram que cerca de metade dos que iniciam uma nova atividade física desiste entre 3 meses e 6 meses. Uma das causas mais frequentes é a alta frequência com que as pessoas se lançam no começo do processo, o que as fazem se sentir física e emocionalmente mal e compelidas a falhar. Esse é o grande segredo de todo o processo de começar a reprogramar nosso cérebro a pensar magro – cautela!

A intensidade, a frequência e o tipo de reeducação alimentar ou atividade física, deve ser moderado no inicio, para fazer o corpo e o cérebro se adaptar. Nossa neurocronobiologia, ou seja, o tempo que o nosso cérebro precisa para se acostumar é de aproximadamente 21 dias. Não estou querendo incentivar a você ficar aí no sofá, faça alguma coisa, mas comece devagar!

Não se chateia por não gostar de exercícios – você pode ser geneticamente predisposto a não gostar deles! Mas, é possível com técnicas de neurociência cognitiva e comportamental, mudar esse padrão. Com o tempo, e com os estímulos adequados, durante a execução de exercícios físicos, o crebro passa a produzir dopamina, que é uma substancia da recompensa e motivação. Mudar esse padrão ocorre com a neurogênese (criação de novos neurônios – novas células nervosas no cérebro).

Lembre-se que o exercício pode se tornar um meio de autorreforço que o ajudará a vencer sua genética. Faça exercícios rotineiramente, crie gosto por eles e será recompensado pelo seu cérebro – persista por pelo menos 6 meses e não se arrependerá e não desistirá mais, porque o cérebro demora esse tempo para criar efetivamente esse sistema que citamos.

Persistir tem duas datas – 21 dias e 6 meses – o primeiro para se acostumar e acostumar seu cérebro e o segundo para deixar gravado para sempre no seu cérebro o prazer de se exercitar.

#persistência #21dias #6mesesSempre



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