Saúde

O que você sabe sobre adoçantes?

22/04/2015 | POR: Lia Raquel Manfredi | TAGS: ,
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Hoje em dia, com a crescente preocupação com a estética e hábitos alimentares mais saudáveis, encontramos inúmeras variedades de produtos intitulados como “FIT”. Isso quer dizer que o produto não prejudicará sua dieta pois contém em sua composição algum tipo de proteína, alimentos com propriedades funcionais e são isentos de açúcar. É nessa última parte que mora o perigo! O doce “fit” costuma levar adoçantes em sua composição.

Os adoçantes dietéticos são compostos a partir de substâncias não calóricas, naturais ou sintéticas, conhecidas como edulcorantes e são classificados em dois grupos principais: os calóricos e os não calóricos.

Edulcorantes não calóricos: Ciclamato, Sacarina, Acesulfame-k , Stévia, Sucralose, Aspartame.
Edulcorantes calóricos: sorbitol, manitol, xilitol, lactose, frutose, maltodextrina.

A ANVISA (Agência nacional de vigilância sanitária) autoriza o uso desses adoçantes em alimentos pois todos estão regulamentos. Também relata que o consumo de alimentos com edulcorante não são prejudiciais à saúde desde que seja consumido de acordo com a IDA.

IDA (Ingestão Diária Aceitável): Estimativa da quantidade da substância no alimento ou bebida, expressa em base de peso corpóreo, que pode ser ingerida diariamente por toda vida sem risco apreciável; é estabelecida em unidades de miligrama por kg de peso corpóreo (mg/Kg p.c.).

Dentre os aditivos edulcorantes mais conhecidos estão o aspartame, a sacarina e o ciclamato, comumente utilizados em refrigerantes diet e a sucralose, presentes em doces, balas, chicletes, suplementos, etc.

Vamos conhecer um pouquinho mais sobre eles?

Sacarina – tem poder adoçante 500 vezes maior do que a sacarose. Em altas concentrações deixa sabor residual amargo, e não é metabolizado pelo organismo. É de fácil solubilidade e estável em altas temperaturas. IDA correspondente a 5 mg/kg de peso corpóreo.
A sacarina é uma substância artificial derivada do petróleo que contém íons de sódio (Na+) na composição. Hipertensos não deveriam utilizar esse produto.

Ciclamato – é largamente usado no setor alimentício. Com o menor poder adoçante, é 40 vezes mais doce que a sacarose, não calórico e possui sabor agradável e semelhante ao açúcar refinado (apresentando um leve gosto residual). Não é metabolizado pelo organismo, nem perde a doçura quando submetido à altas/baixas temperaturas e meios ácidos. IDA correspondente a 11 mg/kg de peso corpóreo. O ciclamato é proibido nos Estados Unidos, Inglaterra e Japão. Atualmente, existem no Brasil diversos adoçantes de mesa à base de ciclamato e sacarina, sendo que os mais vendidos possuem a proporção de duas partes de ciclamato para uma de sacarina.

Aspartame – Possui sabor semelhante ao açúcar branco, só que com potencial adoçante 200 vezes maior. Instável em altas temperaturas. São contraindicado a portadores de fenilcetonúria, uma doença genética rara que provoca o acúmulo da fenilalanina no organismo, causando retardo mental. IDA correspondente a 40 mg/kg de peso corpóreo.

Acesulfame-k – é o adoçante sintético de maior resistência ao armazenamento prolongado e a diferentes temperaturas. Adoça 200 vezes mais que a sacarose, seu gosto doce é percebido de imediato e em grandes doses deixa um leve sabor residual amargo. Não é calórico e nem metabolizado pelo organismo. Embora seja rapidamente absorvida, 99 % da substância é eliminada em 24 horas pela urina, de forma inalterada. IDA correspondente a 15 mg/kg de peso corpóreo.

Sucralose – seu poder adoçante é 600 vezes maior do que a sacarose. Possui sabor agradável e não é metabolizada pelo organismo, sendo eliminada por completo pela urina. Estável a temperaturas altas e baixas e em longos períodos de armazenamento. IDA correspondente a 15 mg/kg de peso corpóreo. Sucralose é um derivado clorado de sacarose. Pelo fato de ter cloro (Cl-) em sua composição, diminui a absorção de iodo pela tireóide.
Os adoçantes artificiais, principalmente o aspartame, vem sendo estudados há muitos anos. Algumas substâncias tóxicas na alimentação podem provocar sintomas rapidamente, como alergias, mas, no geral, seus efeitos são acumulativos.

Quimicamente, o aspartame é uma molécula composta por dois aminoácidos (L-fenilalanina e L-aspártico), ligados por um éster de metila (metanol). Há estudos que enquadra o aspartame como uma neurotoxina e também como carcinogênico.

O consumo de aspartame está relacionado com: dores de cabeça, vertigem, dormência, espasmos musculares, ganho de peso, erupções cutâneas, depressão, fadiga, irritabilidade, taquicardia, insônia, problemas visuais, perda auditiva, palpitação cardíaca, dificuldades respiratórias, ataques de ansiedade, lesões hepáticas, comportamento agressivo, entre outras. São mais de 90 sintomas relacionados ao seu consumo.

Além disso, doenças crônicas como esclerose, epilepsia, Parkinson, Alzheimer entre outras podem ser pioradas pelo consumo de aspartame.

Mas nem tudo está perdido! Existem substâncias que não são prejudiciais (por enquanto) pra nossa saúde. Como opção de edulcorante não calórico temos a Stévia e, saindo da questão edulcorante, o queridinho da vez é o açúcar de coco. Semana que vem falo mais sobre ele e vou ensinar pra vocês uma receita açúcar funcional. Aguardem!

Lia Raquel Manfredi – Nutricionista – CRN3 33030


Ilustração

Ilustrações fofas com os personagens de Frozen se divertindo

21/04/2015 | POR: Viviane | TAGS: ,
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Eu encontrei no tumblr uma série de ilustras com a turma de Frozen se divertindo para valer. As irmãs Elsa e Anna resolveram realizar o sonho de Olaf: um dia na praia.

As ilustrações parecem que saíram de um livro infantil, sabe? Mas o resultado ficou apaixonante, assim como a carinha de felicidade do boneco de neve mais lindo da Disney. Eu adorei muito.







Você é fã de Frozen? O que achou dessas ilustras? Diz pra mim!


Bolo Trufado sem glúten

20/04/2015 | POR: Carol Valdo | TAGS: , ,
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Perguntei aos seguidores do Instagram qual deveria ser a receita deste post e a com mais indicações foi o Bolo Trufado! É mais uma sugestão de bolo de festa, nessa versão é sem glúten.

Queria um bolo trufado e fui buscar como referência uma receita do site www.chefdecozinha.net que ficou bárbara por isso resolvi compartilhar. Espero que gostem!

Ingredientes

· 4 ovos (claras e gemas separadas)
· 1 e 1/2 xícara de açúcar demerara
· 3 colheres de sopa de manteiga ghee
· 1 xícara de leite desnatado
· 2 xícaras de farinha sem glúten (usei mistura pronta)
· 1 colher de sopa de fermento em pó

Recheio e cobertura

· 1 cálice de suco de laranja para umedecer a massa
· 1 colher de sobremesa de essência de rum (usei whisky)
· 500 gr de chocolate amargo picado (60% cacau ou mais)
· 6 colheres de sopa de creme de arroz
· cacau em pó sem açúcar para decorar

Preparo

Bata as claras em neve e reserve. Bata as gemas com o açúcar e a manteiga até ficar um creme esbranquiçado. Acrescente o leite desnatado aos poucos intercalando com a farinha. Misture as claras reservadas e o fermento em pó. Coloque papel manteiga em duas formas de 20 cm de diâmetro, unte com óleo de côco e enfarinhe com a farinha sem glúten. Asse o forno preaquecido a 180ºC durante 30 minutos aproximadamente. Desenforme depois de frio.

Recheio e cobertura

Derreta o chocolate microondas na potência mínima, misture o creme de arroz e o whisky ( ou essência de rum) . Deixe esfriar e deixe à temperatura ambiente. Separe uma pequena quantidade deste creme e leve à geladeira para mais tarde fazer as trufas. Depois que o chocolate da geladeira estiver endurecido enrole cerca de dez trufas e passe no cacau em pó.

Montagem

Em uma metade do bolo umedeça a massa com o suco e depois coloque o creme de chocolate. Passe um pouco do chocolate na parte de baixo da outra metade do bolo e coloque por cima da primeira ( assim o bolo não desmonta quando você cortar as fatias). Cubra com o restante do creme e por cima distribua as trufas enroladas.



Um beijo e até a próxima receita!


Saúde

Cérebro e Persistência

15/04/2015 | POR: Prof Leandro Rhein | TAGS: ,
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Retroceder: sim. Desistir: jamais! As estatísticas mostram que cerca de metade dos que iniciam uma nova atividade física desiste entre 3 meses e 6 meses. Uma das causas mais frequentes é a alta frequência com que as pessoas se lançam no começo do processo, o que as fazem se sentir física e emocionalmente mal e compelidas a falhar. Esse é o grande segredo de todo o processo de começar a reprogramar nosso cérebro a pensar magro – cautela!

A intensidade, a frequência e o tipo de reeducação alimentar ou atividade física, deve ser moderado no inicio, para fazer o corpo e o cérebro se adaptar. Nossa neurocronobiologia, ou seja, o tempo que o nosso cérebro precisa para se acostumar é de aproximadamente 21 dias. Não estou querendo incentivar a você ficar aí no sofá, faça alguma coisa, mas comece devagar!

Não se chateia por não gostar de exercícios – você pode ser geneticamente predisposto a não gostar deles! Mas, é possível com técnicas de neurociência cognitiva e comportamental, mudar esse padrão. Com o tempo, e com os estímulos adequados, durante a execução de exercícios físicos, o crebro passa a produzir dopamina, que é uma substancia da recompensa e motivação. Mudar esse padrão ocorre com a neurogênese (criação de novos neurônios – novas células nervosas no cérebro).

Lembre-se que o exercício pode se tornar um meio de autorreforço que o ajudará a vencer sua genética. Faça exercícios rotineiramente, crie gosto por eles e será recompensado pelo seu cérebro – persista por pelo menos 6 meses e não se arrependerá e não desistirá mais, porque o cérebro demora esse tempo para criar efetivamente esse sistema que citamos.

Persistir tem duas datas – 21 dias e 6 meses – o primeiro para se acostumar e acostumar seu cérebro e o segundo para deixar gravado para sempre no seu cérebro o prazer de se exercitar.

#persistência #21dias #6mesesSempre


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